A Palavra Que Resta


Título: A Palavra Que Resta • Autor: Stênio Gardel • Editora: Companhia Das Letras • Compre: Amazon

Eu estava ansioso demais pela leitura desse livro, quando li a sinopse do mesmo eu logo fiquei interessado por sua premissa que prometia entregar uma história intensa e dolorida. Não perdi tempo ao receber o livro, corri para conferir a história.

Ainda não conhecia a escrita do Stênio Gardel, mas eu gostei gostei bastante de sua escrita a história é muito fluída, eu fui lendo e simplesmente nem vi o tempo passar, inicialmente tive um pouco de estranhamento com a forma que ele escreve partes do livro, em alguns momentos os diálogos são sequenciais, então, não há uso de travessão ou aspas para indicar a mudança de fala entre os personagens, mas, depois de um tempo de leitura eu me acostumei e isso não me incomodou mais. O livro é narrado entre o presente de Raimundo e flashes de suas lembranças do passado.

Eu gostei bastante de Raimundo, ele é um personagem com muitos altos e baixos, ao mesmo tempo em que queria abraçar ele por tudo o que ele passa, também queria dar uns sacodes nele por atitudes péssimas  que ele toma, mas isso só mostra que ninguém consegue ser 100% bom ou ruim. Mas se tem uma pessoa que não posso deixar de falar é Suzzanný, ainda que ela faça breves aparições durante todo o livro, sem dúvidas ela é uma personagem importante para a história, além de ser um cristal dilapidado, debochada que não leva desaforo para casa, como não amar uma personagem assim?

Eu realmente gostei da leitura desse livro, acompanhar a jornada de crescimento e autoconhecimento do protagonista foi muito interessante para mim, mas, ainda que tenha adorado a leitura eu preciso ressaltar que esse pode ser um livro pesado para quem é sensível a homofobia, transfobia, luto e violência física e psicológica. O que me fez gostar tanto do livro é que mesmo sendo tão dolorido ele é um retrato muito verdadeiro do que muitos homens ainda vivem hoje. 

  • Livro cedido pela editora para leitura
Aos 71 anos, Raimundo decide aprender a ler e a escrever. Nascido e criado na roça, não foi à escola, pois cedo precisou ajudar o pai na lida diária. Mas há muito deixou a família e a vida no sertão para trás. Desse tempo, Raimundo guarda apenas a carta que recebeu de Cícero, há mais de cinquenta anos, quando o amor escondido entre os dois foi descoberto. Cícero partiu sem deixar pistas, a não ser aquela carta que Raimundo não sabe ler – ao menos até agora.
Com uma narrativa sensível e magnética, o escritor cearense Stênio Gardel nos leva pelo passado de Raimundo, permeado de conflitos familiares e da dor do ocultamento de sua sexualidade, mas também das novas relações que estabeleceu depois de fugir de casa e cair na estrada, ressignificando seu destino mais de uma vez.


CONVERSATION

6 comments:

  1. Amo acompanhar o crescimento e amadurecimento dos personagens, fiquei curiosa nessa história, ainda não conhecia e sua resenha me deixou com vontade de ler, já adicionei na minha lista! Obrigada pela indicação :)

    http://www.meblog.com.br/

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  2. Oi, tudo bem:
    Eu já tinha visto a sinopse desse livro, mas ainda não tinha lido nenhuma resenha sobre ele. Que bom que você gostou tanto da escrita do autor e que foi possível acompanhar o amadurecimento dos personagens ao longo do livro. Confesso que a premissa da história não me atraiu muito, mas quem sabe futuramente né?
    Amei a resenha e ver o quanto você aproveitou a leitura.
    Beijos

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  3. Olá, tudo bem? Que interessante a dica, pois não conhecia o livro. Realmente ele traz bastante temáticas pesadas, mas acho que a forma como trabalhará fará total diferença. Fiquei curiosa acerca, ainda mais por saber que gostou. Dica anotada!
    Beijos

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  4. Olá,
    Já li um livro com diálogos misturados com a narração e a primeira vez sempre é estranho mesmo, porém acho que hoje em dia acho mais fácil acompanhar a leitura. O livro parece bem pesado como gosto de drama confesso que me interessei em ler, ótima resenha!

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  5. Oi!
    Não sei se seria um livro que leria, gosto de acompanhar o amadurecimento dos personagens e vê-los se autodescobrindo, mas os gatilhos de violência me deixaram um pé atrás, porque realmente não me faz tão bem. Mas que bom que foi uma leitura boa! 🥰

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  6. eu to bem na vibe de obras assim. com uma escrita que tras pro leitor essa sensação de reflexão, esses insights.

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